Salada Rústica

Fazemos muitas coisas que, sem querer, são saudáveis. Realmente, assim, displicentemente acabamos acertando no alvo. Mas confesso que, dessa vez, fiquei um pouco nervosa.

Quando a Camilla e o Vitor chamaram a gente pra gravar com eles, sedentária que sou, fiquei mais tensa que o normal, achei que nunca conseguiria criar uma salada para impressioná-los e que fosse, realmente, prática e fácil de fazer no dia a dia.

Mas eu consegui! Fiz um prato lindo, colorido, leve e gracioso para você levar pra onde quiser (ou até mesmo usar de entrada para aquele risotto show de bola que você vai comer depois). Ai, desculpa, mas agora fiquei desejando a salada e o risotto.

Sou gordinha de alma, não tem jeito mesmo. Mas vocês deveriam conhecer o canal desses dois lindos que fazem várias aulas legais de coisas loucas pra convencer você que alguma coisa você tem que encontrar afinal ninguém merece não fazer nada e só ficar comendo salada e risotto.

Salada Grão de Trigo, Brie e Rúcula

Ingredientes:
– 5 folhas de alface crespa
– 1/2 maço de agrião
– 100g de queijo brie
– 1/2 xícara de grão de trigo cozido
– 1 cebola roxa
– 1 cenoura média
– 3 colheres de sopa de azeitonas verdes
– 1/2 abacate
– Punhado de moyashi (broto de feijão)
– 10 nozes

Para o molho:
– 3 partes de azeite
– 1 parte de limão
– Sal e pimenta do reino à gosto

O bom é que para fazer saladas não é necessário muitas habilidades culinárias, então não tem como arrumar desculpas!

Comece rasgando as folhas de alface em uma tigela e misture com as folhas de agrião. Corte o queijo em cubinhos e a cebola em tiras e coloque junto com as folhas.

Rale a cenoura e junte na tigela e corte o abacate em cubinhos (é legal ele não estar completamente maduro pra não se desfazer na salada!), com as azeitonas, as nozes quebradas e o moyashi.

Misture tudo e reserve.

Para o molho, misture o azeite, o limão e tempere com sal e pimenta. Bata com um garfo para juntar tudo e jogue por cima da salada. Sirva em seguida.

Essa receita rende 5 porções!

Salada Grão de Trigo, Brie e Rúcula Salada Grão de Trigo, Brie e Rúcula Salada Grão de Trigo, Brie e Rúcula

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Chili de Quinoa

Ultimamente tenho realizado muitos desejos culinários do Felipe. É incrível mas descobri que todos esses desejos também eram meus e eu não sabia. Não é fofo? Ou talvez eu só goste muito MUITO de comer qualquer coisa que fique deliciosa (e se você não gosta, provavelmente nem deveria estar lendo isso)!

A ideia desse post surgiu porque um amigo meu me disse que nunca tinha comido um chilli bom e cremoso aqui, só viajando. Ou algo mais ou menos assim. O que importa é que, bem, eu adoro um desafio e no fundo no fundo eu acho que minha cara diz isso pra todas as pessoas que passam por mim.

E com esse chilli não foi diferente. Aceitei o desafio e diria até que o superei, já que consegui fazer um belissimo chilli VE GA NO. Obrigada a todos os envolvidos, aos ingredientes e principalmente ao fogão porque às vezes é realmente necessário deixar algo cozinhando por 3 horas.

Chili de Quinoa (Vegano)

Ingredientes:
– 400g de feijão marrom cozido
– 1/2 xícara de quinoa
– 4 tomates
– 1 lata de tomate sem pele
– 1 cebola
2 pimentas jalapeño em conserva (receita aqui!)
– 2 dentes de alho
– 1 colher de sopa de cacau em pó
– 1 colher de chá de mel
– 1 colher de chá de páprica
– 1/2 colher de chá de cominho
– 1 pitada de sal
– 1 colher de chá de molho de pimenta

Comece cortando a cebola em cubinhos e os dentes de alho bem picadinhos. Corte também os tomates, com as polpas, e reserve.

Aqueça uma panela com óleo e refogue a cebola e o alho. Em seguida, adicione os tomates e deixe refogar por 2 minutos. Coloque a lata de tomate sem pele e mais uma vez a quantidade dela de água. Enquanto essa mistura aquece, corte as pimentas jalapeño até quase formarem uma pastinha.

Adicione à panela a quinoa e o feijão e mexa bem. Coloque o cacau em pó, o mel, a páprica, o cominho e o molho de pimenta. Mexa e adicione a pimenta e o sal, mexa novamente.

O cacau é usado, nesse caso, para dar cor ao chili e evitar que ele fique ácido demais (também é trabalho do mel fazer isso!).

Tampe a panela e deixe cozinhar por 15 minutos. Volte e complete com mais 300ml de água. Tampe e deixe cozinhar por 3 horas, mexendo de vez em quando. Se a sua panela, assim como a nossa, for de inox, você vai precisar ficar de olho porque a tendência é que a quinoa e o feijão desçam e grudem no fundo, então é necessário ficar mexendo.

Aqui em casa deixamos ela ligada até começar a ferver, mexendo sempre, assim que isso acontecia, desligávamos e tampávamos e deixamos quieto por 10 minutos. Fizemos isso muitas vezes. Se sua panela tiver antiaderente será bem mais tranquilo.

Essa receita rende muito MUITO chili. E se você quiser saber como comer é só clicar aqui pra aprender a fazer umas tortillas lindas e maravilhosa.

Chili de Quinoa (Vegano) Chili de Quinoa (Vegano) Chili de Quinoa (Vegano)

Pastinhas para Receber Amigos

Eu gosto muito dos meus amigos. Verdade, gosto mesmo deles. E toda vez que recebo alguns na minha casa não fico satisfeita em “cada um traz sua cerveja”. Pra mim isso não é suficiente porque acho que se são meus amigos tem alguma expectativa em relação à mim. Visto que estudo gastronomia, trabalho com isso e mantenho esse lindo blog com (pelo menos) duas receitas semanais. Seria realmente uma sacanagem da minha parte.

Mas a verdade é que nem sempre eu to tããão afim assim de fazer algo super ultra mega hiper trabalhoso e é nessas horas que essas duas receitas (e tantas outras de pastinhas e dips e essas delicias da vida) entram em ação para deixar meus amigos felizes – e eu também.

Estava pra fazer esse queijo já há muito tempo, mas não ia colocar aqui não. Só que aí eu tive a ideia da pastinha de azeitona com manjericão e pensei que seria uma injustiça com vocês guardar essas receitas tão belas pra mim.

E se você não aguenta pensar em ver seus amigos porque ainda tá de ressaca do Carnaval, não tem problema! Faz só pra você e come tudo sozinho. Tudo ficará bem em um futuro próximo. Prometo.

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Tortilla de Picnic

Verão, calor, férias, amigos, sorvete, saladas, água, árvores, parques, lagoas e picnic. A gente realmente acredita que essa seja a melhor definição que pode existir de verão. Pera, isso é claro porque estou sendo romântica mas deixa assim mesmo porque tá bonito.

Eu sempre quis fazer tortillas e sempre tive muito medo delas. Achava que ia ser super dificil, complexo e desafiador e por isso fiquei enrolando, mas isso acabou. Desmistifiquei o mito de que elas são todo esse terror. Na verdade essas belezinhas são tão fáceis de fazer que dá vontade de ter sempre em casa. E talvez eu e você devêssemos fazer isso realmente.

Pra completar como nunca é suficiente, por que não recheá-la com uma maionese de batata? Mas não qualquer maionese, isso não. A melhor maionese de toda a sua vida e que vai te dar vontade de comer até explodir e ser feliz. É uma boa ideia pra pegar sua cesta de picnic (se não tiver um potinho de plástico também vai servir), embrulhar aquele suco (ou se preferir também pode ser champagne, cerveja, vinho, etc) e ir para o parque juntar seus amigos – longe da praia que está lotada e tendo arrastão e raios – e se divertir!

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Peru de Natal

Chegamos ao ponto sem retorno. Quando já não tem mais como desistir de zerar a Ceia, aquela hora que você olha seu Peru pronto e pensa: este é o melhor que eu poderia ter feito.

Além disso, é claro, o que seria sua noite de Natal sem um delicioso Peru de Natal? E aí talvez você esteja pensando que todos que você já comeu eram secos e pareciam ter sido esquecidos no forno por muitos e muitos anos, desde o Natal anterior, e vai me dizer que não gosta tanto assim de Peru.

Essa receita surgiu porque na minha família também tínhamos esse problema. Quando ele não ficava seco, ficava meio sem graça e sem gosto. Então eu pensei: por que não cozinhar um peru com uma calda de cerveja defumada? Ela daria a ele sabor de carnes deliciosas. Mas e se eu colocasse também um pouco de mostarda Dijon? O sabor dela é tão característico que aumentaria, junto com a laranja, a acidez e ainda daria o toque que só ela poderia dar. E por último, mas não menos importante, por que não colocar mel? Só ele poderia caramelizar essa delícia e dar a doçura que compensa a acidez e que combina com a carne da ave.

E foi o que eu fiz. Aqui está a melhor receita de todos os tempos. Pelo menos pra mim.

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Farofa de Nozes

Toda Ceia de Natal precisa ter algumas coisas pra ser completa. Pra mim, uma das mais importantes é a farofa. Talvez porque eu seja doida – totalmente maluca mesmo – por esta delicia divinamente inventada pelos brasileiros. Sério, quem teve a ideia de jogar farinha de mandioca na frigideira e ver no que dava: meus parabéns pra você!

Mas ai vem aquele drama porque a maioria das farofas que você vai comer nas festas de fim de ano vão estar secas, sem tempero, sem sabor, sem nada dentro. Garanto inclusive que talvez você possa comer aquelas que compra pronto no mercado, dependendo de pra onde você vá com essa discussão.

E eu te digo: estou aqui para resolver todos esses problemas. Tudo o que eu tenho pra dizer é que a chave para qualquer farofa é a manteiga. Manteiga é felicidade e, convenhamos, é Natal então o que é mais um pouquinho de gordura na Ceia ne? Bobagem. De verdade, bobagem.

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Pad Thai

Há algum tempo venho me prometendo (e prometendo ao Felipe) que chegaria o dia em que eu tentaria fazer Pad Thai. Nunca pesquisei muito sobre ele, mas de tanto ouvir falar estava com uma vontade de comer inexplicável. A verdade é que mesmo depois de ler as receitas eu pensava que seria algo parecido com a vibe do Yakissoba. Mas eu me enganei. É totalmente diferente e incrivelmente delicioso.

O processo de criação de todas as receitas que faço costuma ser rápido, é como se eu tivesse a ideia, procurasse receitas base em livros ou na internet e criasse em cima disso, de acordo com a minha ideia original, mas dessa vez foi um pouco diferente. Sempre que vou fazer pratos clássicos de algum lugar é assim.

Minha ideia era fazer o tradicional mesmo, mas quando vi que seria impossível achar os ingredientes fora de São Paulo (abençoada seja a Liberdade e toda a sua variedade de produtos do outro lado do mundo), percebi que teria que adaptar. Então, vejam bem, assim surgiu a minha versão do Pad Thai tradicional que, apesar de ter uma semelhança, no final das contas ficou bem diferente.

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